Continuando a seqüência da sessão “Major Contestants” temos aquele que é de longe, um dos mais odiados atores da atualidade por muitas das pessoas que acompanham os Emmy Award. O motivo desse ódio e suas chances no Emmy 2008:

Quando o seriado Monk estreou nos Estados Unidos seu protagonista Tony Shalhoub rapidamente ganhou ou foi indicado a quase todos os prêmios da televisão naquele ano e para a surpresa de muitos aquela seqüência de vitórias continuou por anos e anos, a ponto de muitos começarem a odiá-lo por estar sempre vencendo prêmios que não deveriam ter sido entregues a ele. The Office, por exemplo, chegou à sua quarta temporada e seu protagonista Steve Carell não conseguiu vencer nenhum Emmy sequer até mesmo pela segunda temporada da série, que estava no seu momento de maior sucesso e aclamação e onde o Carell era quase uma lock na vitória.

 

James Spader

 

James Spader parece estar seguindo os passos de Shalhoub numa proporção até maior. Após ter vencido (outra vez) o Emmy no ano passado, houve uma imensa crítica dos expectadores sobre aquela vitória, afinal assim como o Carell, Hugh Laurie chegou à quarta temporada de House sem nenhuma vitória.

 

(Deixo claro que outro motivo da derrota dos dois é a constante falta de capacidade em escolher um episódio que possa representá-los de forma adequada, mas vocês entenderam aonde quero chegar).

 

Esse ano o Sader novamente está entre os concorrentes de Melhor Ator Drama, felizmente ou infelizmente ele dispõe do que eu acho que é uma das melhores submissões que ele já teve, não que eu ache que sua performance nesse episódio seja sua melhor atuação na série o que quero dizer é que ele nunca teve uma submissão tão apelativa, emmy-bait e arrasadora quanto essa.

 

Submissão: “The Supreme Court” (4×17)

 

No episódio, Alan Shore estará defendendo um homem acusado de ter estuprado uma menor de idade e tentará convencer a suprema corte dos EUA de que ele não merece ser julgado com uma pena de morte.

 

Só pela sinopse já dá para perceber o quanto emmy-bait esse episódio é. Se há uma coisa que as séries jurídicas tem que as favorecem em premiações são essas cenas de tribunal em que os advogados dão discursos perfeitos e arrasadores de emocionar qualquer pessoa.

 

 

Spader, mestre nesses discursos, dá um show nesse episódio. Quando seu personagem percebe que não irá conseguir muita coisa se continuar seguindo as instruções que haviam lhe dando antes do julgamento resolve iniciar um monólogo sobre como é injusta a suprema corte dos EUA.

 

O monólogo (de quase 10 minutos) é muito bem escrito (goste ou não goste do David E. Kelley) e o Spader brilha nessa cena, como quase nunca tinha brilhado. É sem dúvida um dos melhores momentos da série nessa temporada e se “Death Be Not Proud” e “Angel of Death” lhe renderam Emmys, aposto que esse episódio daqui irá rendê-lo um também.

 

Para aqueles que ainda não viram o episódio, sugiro que vejam. Mesmo se você tiver um preconceito enorme com a série, você quem sabe pode gostar mais um pouco do Alan Shore (ou odiá-lo um pouco mais…).

 

 

Considerações:

· James Spader já foi indicado ao Emmy 3 vezes e ganhou…3 vezes.

· Eu me incluo no grupo de pessoas que tem antipatia pelo Shalhoub, mas não sinto o mesmo pelo Spader, por achá-lo um ator extremamente talentoso.

· Não ligo que o Laurie não tenha ganhado um Emmy até hoje, o único ano que talvez ele merecesse foi na segunda temporada da série. Mas nesse ano ele nem indicado foi.

· Apesar das indicações não terem nem saído, acho que o Spader vai ganhar de qualquer jeito. Talvez só o Hamm possa vencê-lo.

· Apesar de ter adorado o desempenho do Spader aqui eu não gosto muito desse episódio como um todo.

 

Major Contestans Passados:

· Glenn Close

· Vanessa Williams